Para começo de conversa, o que significa a sigla CPMF? Essa pergunta poderia ser feita a muitos brasileiros e as respostas, possivelmente, seriam variadas e confusas.
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, esse é o significado da sigla CPMF, mas isso pouco acrescenta à grande maioria do povo brasileiro que apenas é chamado a pagar, mesmo sem ter noção de como paga tal imposto.
Existe uma diferença doutrinária entre imposto, taxa e contribuição. Em rápidas palavras se pode dizer que imposto é um tributo que se paga e que não tem vinculação a uma contraprestação estatal, isto é, você não paga pelo uso de um serviço ou obra pública e sua receita não tem destinação reservada. Taxa é uma contraprestação por uma atividade do Estado e as contribuições especiais, ou simplesmente contribuição, é uma espécie de tributo cobrado que tem uma destinação específica, como a seguridade social, por exemplo.
A CPMF, como contribuição que é, tem destinação específica, a Saúde Pública. Portanto, a totalidade do produto de sua arrecadação, deveria ser destinado ao custeio da despesa que motivou a sua instituição.
Mas o que queremos discutir não é a descaracterização do tributo, nem as correntes jurídicas que divergem sobre sua constitucionalidade. A idéia é discutir exatamente onde entra o pobre e desinformado contribuinte da CPMF.
Muita gente chama a CPMF de “Imposto do Cheque”, mas isso não quer dizer que só paga CPMF quem usa cheques, ao contrário disso, como diz a sigla, trata-se de uma contribuição sobre TODA E QUALQUER movimentação financeira. Você paga CPMF quando compra o pão e o dono da padaria já embutiu no preço do pãozinho, o valor que ele vai pagar pela CPMF. É só um exemplo, mas CPMF paga-se em todo lugar e a cada centavo que se tira da carteira para comprar qualquer coisa.
É o assunto do momento. A CPMF foi na verdade inventada pelo PSDB no primeiro mandato de FHC, na época foi batizada pela sigla IPMF. O Governo Lula apenas copiou o modelo perverso de tributar e hoje, o que se vê, é muito interessante. De um lado os “pais” da CPMF querendo acabar com seu Chuck e os que antes eram só críticas e protestos, leia-se o PT, acalentando nos braços e dando de mamar ao filhote de brinquedo assassino









